O CAPITALISMO NÃO CAUSOU O MASSACRE NA FRANÇA. O ELEFANTE NA SALA CAUSOU.

O CAPITALISMO NÃO CAUSOU O MASSACRE NA FRANÇA. O ELEFANTE NA SALA CAUSOU.

O sistema capitalista amplia a miséria ao passo que concentra o capital e, sem dúvida, a miséria é um poderoso catalisador da violência. Talvez o maior.

Mas os terroristas que atacaram a França (e a Síria, o Iraque, Afeganistão, Indonésia, Quênia, Nigéria, EUA, etc.) não o fizeram por melhores condições de vida ou por mais justiça social. Eles não são adversários do Capitalismo, pelo contrário, são tão capitalistas quanto aqueles que mataram em Paris. O EI (Estado Islâmico) vende petróleo e obras de arte saqueados dos territórios que ocupam com a mesma competência que um vendedor das Casas Bahia.

Sabemos, também, que aqueles terroristas rezaram ao menos 05 vezes ao dia, como determina a religião islâmica, e gritaram “Deus é grande!” antes de se explodirem ou abrirem fogo contra suas vítimas. Em cada uma de suas rezas diárias havia ao menos uma citação negativa contra os “infiéis”, assim como havia/há em seu livro religioso (Corão) e certamente havia/há nas palavras de muitos dos seus líderes religiosos em seus cultos islâmicos. Tão claro quanto o porta-voz de  Jeová no Velho Testamento, Maomé também expressa em suas escrituras qual destino prevê para aqueles que não compartilham de sua fé. A morte. Tão simples e compreensível que qualquer pastor de ovelhas semi-analfabeto do deserto é perfeitamente capaz de entender e executar sua vontade. 

Eu sei. Você (sociedade) não quer colocar o “dedo nessa ferida”, porém, cedo ou tarde, não será possível continuar ignorando o elefante na sala. Quem “produziu” os fanáticos que mataram mais de uma centena em Paris foi a superstição organizada, também chamada de religião. Só o que o Capitalismo fez foi “preparar o terreno” produzindo e/ou ampliando a miséria e, consequentemente, gerando pessoas menos intelectualizadas e mais propensas à influência religiosa. 

O Islã não é uma religião “de paz” (qualquer um que leia o Corão pode perceber isso em 10 minutos), o Cristianismo e o Judaísmo também não (A Bíblia pode ser tudo, menos um livro de paz), todavia, boa parte dos países judaico-cristãos se desenvolveram minimamente para garantir um nível social-econômico-cultural que permitiu à essas populações produzir conhecimento e valores laicos que “isolam” as doutrinas religiosas que pregam o ódio, a violência e o sectarismo. Mesmo assim, mini-terroristas cristãos também estão por aqui atirando pedras em crianças do Candomblé e espancando homossexuais. Pessoas do século XXI com cérebros do século I. Nossos fanáticos cristãos estão apenas um ou dois passos atrás dos fanáticos do islã, e avançando.

Por fim, compreende-se que a religião se apropria dos cérebros que o Capitalismo produz. Em países devastados pela miséria, há mais cérebros frágeis para se apropriar e os líderes politico-religiosos (e, em muitos casos, também militares), terão enorme facilidade em produzir sua própria legião de fanáticos homicidas-suicidas e exportá-los para o mundo. O Islã é uma ameaça à humanidade, como o Catolicismo já foi na Idade Média e o Protestantismo poderá vir a ser se não cuidarmos dos nossos cérebros. E, infelizmente, dos cérebros dos outros também.

4 Comments

  1. Vitor

    “O sistema capitalista amplia a miséria ao passo que concentra o capital e, sem dúvida, a miséria é um poderoso catalisador da violência. Talvez o maior.”
    Desde quando o sistema capitalista amplia a miséria? Com base em quê você diz isso?
    Não sei se você se lembra das aulas de história, mas desde o início do capitalismo (na época do mercantilismo) a miséria, fome e a desigualdade social vem diminuindo cada vez mais.
    Antes do capitalismo, só existiam dois extremos na sociedade. A parte próxima ao Clero e os camponeses. Uns viviam com mesa farta de comida, luxo e mordomias, os outros viviam na fome, miséria e trabalho exaustivo. 
    Hoje quantas classes sociais nós temos? Atualmente não podemos nem definir como classe “baixa, média e alta”. Tivemos que colocar mais subdivisões, pois dividir somente em três seria praticamente impossível, visto o tamanho do “degrau” que os diferencia. Temos hoje, classe média-baixa, média-alta e por aí vai…
    Os únicos países que mantiveram os dois extremos das classes foram Cuba e Coreia do Norte, ambos socialistas, que somente quem está próximo ao governo, tem condições descentes de vida. O resto, vivem praticamente na miséria, como em Cuba, que recebem cerca de 20 dólares por mês. 
    Antes quem era da classe baixa (camponeses) estava condenado a ser miserável pelo resto de suas vidas. Hoje, todos nós temos oportunidade a “subir de vida”, muito diferente aos camponeses de séculos passados e aos “miseráveis” do mundo de hoje – que em sua maioria, vivem em países socialistas ou com viés mais voltado à esquerda – que são condenados a permanecerem em suas condições para o resto de suas vidas.

    Acho melhor você parar com esses discursinho barato de que “o capitalismo é culpado por todos ou a maioria dos males da terra”, porquê isso já está mais que ultrapassado.
    Reclama das pessoas alienadas à religião, mas você mesmo está alienado à uma “religião” que matou mais que a soma de todas as outras: O Comunismo/Socialismo.

  2. Ota´vio

    O capitalismo e a religião, são os dois maiores “assassinos” da história. Se as pessoas pararem para pensar, a maioria (senão todos) dos assassinatos e perseguições em massa da história foram provocados por esses dois fatores (ou os dois em conjunto). Só viveremos numa sociedade livre e pacífica, quando todos se libertarem desses vírus da humanidade.

  3. Otávio

    O capitalismo e a religião, são os dois maiores “assassinos” da história. Se as pessoas pararem para pensar, a maioria (senão todos) dos assassinatos e perseguições em massa da história foram provocados por um desses fatores (ou os dois em conjunto). Só viveremos numa sociedade livre e pacífica, quando todos se libertarem desses vírus da humanidade.

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